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Rebeldes assumem controle político e libertam prisioneiros de regime na Síria
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Milhares de prisioneiros foram libertados das prisões sírias depois que rebeldes tomaram o controle de várias cidades no fim de semana, incluindo a capital, Damasco, forçando o presidente Bashar al-Assad a fugir do país.

As principais prisões da Síria receberam mais de 100 mil prisioneiros ao longo de 14 anos de guerra civil. Agora, há relatos de pessoas detidas em celas subterrâneas escondidas, incluindo mulheres e crianças. Alguns foram recebidos por familiares em lágrimas que não sabiam se os homens ainda estavam vivos. Outros estavam detidos há tantos anos que não sabiam que Bashar al-Assad havia sucedido seu pai, Hafez, que morreu em 2000.  

Movimento de libertação vem depois que os rebeldes sírios tomaram o controle de Damasco no sábado (Foto: Steve Eason/Flickr)

As celas da principal prisão síria, Saydnaya – onde imagens de satélite revelaram que um crematório foi construído em 2017 para incinerar os corpos dos prisioneiros – também foram invadidas pelos rebeldes. A organização de defesa civil conhecida como Capacete Branco disse que está investigando relatos de prisioneiros libertados de Saydnaya de que há outras pessoas detidas em celas subterrâneas escondidas.

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O governador da província de Damasco apelou nas redes sociais aos ex-soldados e funcionários da prisão do regime de Bashar al-Assad para fornecerem às forças rebeldes os códigos das portas eletrônicas subterrâneas. Até agora, eles teriam conseguido abrir portas suficientes para libertar “mais de 100.000 detidos que podiam ser vistos em monitores de câmeras de vigilância” nas prisões.

O movimento de libertação vem depois que os rebeldes sírios tomaram o controle de Damasco no sábado (7), levando à fuga do presidente Bashar al-Assad. “O tirano Bashar al-Assad fugiu, proclamamos a cidade de Damasco livre”, anunciou a coalizão de grupos rebeldes em mensagens postadas na plataforma Telegram.  

Esses grupos lançaram uma ofensiva relâmpago na Síria em 27 de novembro. Vários territórios e grandes cidades foram rapidamente tomados, com pouca resistência do exército sírio. Enquanto Irã e Rússia expressaram decepção com os acontecimentos na Síria, várias nações ocidentais expressaram satisfação com a queda do regime, mas também cautela diante da incerteza sobre a direção política do país.

Com informações da Agência Brasil.

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