Jornalista, fotógrafo e consultor. Mestre em Computação, Comunicação e Artes pela UFPB. Escreve desde poemas a ensaios sobre política. É editor no Termômetro da Política e autor do livro infantil "O burrinho e a troca dos brinquedos". Twitter: @gesteira.
Jornalista, fotógrafo e consultor. Mestre em Computação, Comunicação e Artes pela UFPB. Escreve desde poemas a ensaios sobre política. É editor no Termômetro da Política e autor do livro infantil "O burrinho e a troca dos brinquedos". Twitter: @gesteira.
Guerra dos bonés na Câmara de João Pessoa é polêmica fajuta para benefício próprio
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Vereadores Marcos Henriques e Eliza Virgínia fazem enfrentamento de bonés na Câmara de João Pessoa (Fotos: Reprodução/YouTube)

Os vereadores Marcos Henriques (PT) e Eliza Virgínia (PP) protagonizaram mais um embate tendo a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como tema de enfrentamento. Desta vez, a sessão da Câmara Municipal de João Pessoa foi marcada pela guerra dos bonés.

Essa disputa entre ministros do Governo Lula e parlamentares de oposição no Congresso Nacional por meio de frases em bonés ocupou os noticiários há cerca de duas semanas, logo no início do ano legislativo de 2025. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) até se pronunciou, dizendo que “boné não serve para resolver os problemas do país”. A polêmica parecia ter esfriado, até que os vereadores resolveram requentar em busca de algum benefício.

Não é a primeira vez que eles se confrontam a respeito do que acontece em Brasília. Na sessão desta terça-feira (18), o petista ao menos trouxe uma preocupação dos artistas pessoenses. Eliza manteve-se em torno da política nacional. Besta é quem pensa que eles estão tocando uma nota fora do tom. Nesse puxa e encolhe de defesa e ataque sobre o cenário federal, os dois vêm há tempos se beneficiando e ganhando visibilidade local.

Marcos é tido como o mais lulista da Câmara Municipal. Também, pudera, é o único petista. Eliza, por sua vez, nem integra o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas é de longe sua defensora mais ferrenha. Assim, os ‘agentes’ de Lula e Bolsonaro na Casa de Napoleão Laureano vez por outra são convidados por programas de rádio e TV da capital para reproduzirem enfrentamentos e polêmicas nacionais em esfera local.

Quem mais se beneficia com isso? Eles mesmos. De tão afinados, alguém poderia até dizer que é tudo combinado, mas acredito que não. De toda forma, são espertos. Utilizam uma polêmica fria e fajuta com o objetivo de criar um confronto que repercuta para além da sessão. Repetiram a mesma fórmula que já ficou batido.

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